Durante muito tempo, acreditou-se que a vastidão dos oceanos seria capaz de anular as agressões que a ação humana lhes impõe.Vazamentos de óleo e de produtos químicos, por exemplo, ocorrem com freqüência e produzem imagens chocantes. Mas sempre pareceram uma gota de imensidão, de forma que se avaliava que o mar acabaria por anular os efeitos rapidamente. Agora, diante de uma série de fenômenos recentes e inesperados, os biólogos alertam para uma situação muitíssimo mais grave: os oceanos estão doentes e ,em muitos casos, ultrapassou – se a capacidade de auto – regeneração.
Evidentemente, ação do homem é decisiva para a deterioração das águas.Nos atóis do Pacifico e no norte da Europa, observa-se a queda abismal dos cardumes de peixes, dos mamíferos marinhos e dos bancos de corais, enquanto cresce a quantidade algas tóxicas e águas vivas.
Focas e golfinhos morrem aos milhares na costa da Califórnia, fulminados por toxinas que até pouco tempo atrás não existiam na região.
Há várias causas para esses desastres naturais, mas todas têm uma origem em comum: a quantidade cada vez maior de resíduos da atividade humana que vão para os oceanos.
O conteúdo das fossas e tubulações de esgoto doméstico, os desejos industriais, os fertilizantes e as substancias químicas usadas na agricultura e na pecuária,todos esses elementos são ricos em nutrientes básicos,compostos de nitrogênio, carbono,ferro e fósforo, que alteram a composição química dos mares. Eles favorecem a proliferação de algas e bactérias que, em excesso, consomem boa parte do oxigênio da água, sufocam os corais, comprometem a cadeia alimentar dos oceanos , por extensão ,a sobrevivência dos animais.
As emissões de dióxido de carbono(CO2) pela queima de combustíveis fósseis
Também colaboram para a degradação dos mares.Parte dessas emissões vai para a atmosfera e forma o chamado efeito estufa.Outra parte vai parar nos oceanos e torna a água cada vez mais acida.
Para completar, os materiais plásticos lançados como lixo nos mares,que antes apenas enfeavam as praias,hoje são responsáveis pela morte em massa de pássaros que vivem nos litorais.
quinta-feira, 8 de março de 2007
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